José Cabral nasceu em Maputo em 1952 e trabalha como fotógrafo profissional há 23 anos. Começou no Instituto Nacional de Cinema, passou pelo diário Notícias, e integrou a equipa fundadora do semanário Domingo. Esteve ligado ao Departamento de Audio-Visual do Ministério da Agricultura e, em seguida, leccionou no Centro de Formação Fotográfica. Cobriu extensamente os anos da guerra civil e do processo de paz em Moçambique, assinando grandes reportagens sobre temas como os refugiados, os mutilados e as crianças instrumentalizadas. Participou em campanhas de informação pública nas áreas do ambiente e da saúde, experimentando géneros como a fotonovela. Trabalhou como fotografo de plateau em numerosas películas nacionais e co-produções, e registou ao longo de mais de uma década a actividade do teatro e da dança em Moçambique. Em 1987 obteve uma bolsa de estudo para Itália e, em 1998, na sequência de um prémio da Mid-America Arts Alliance, realizou uma longa viagem de trabalho pelos Estados Unidos. Numa recente exposição realizada no Museu Nacional de Arte, em Maputo,  José Cabral expôs trabalhos resultantes de uma prolongada estada no planalto dos Makondes, onde partilhou o dia-a-dia de um dos grupos étnicos mais herméticos da África Oriental. Tem quatro filhos, e vive em Maputo.

 

a fotografia passou a ser como uma autorização para ir onde quisesse

e fotografar o que me apetecesse

 

a camera é uma espécie de passaporte

que aniquila as fronteiras morais e as inibições sociais

 

fotografar pessoas não é intervir nas suas vidas, mas apenas visitá-las

 

José Cabral

in Iluminando Vidas