Alternância da polaridade magnética da Terra

 

“geomagnetic reversal”   Britannica Concise Encyclopedia

www.concise.britannica.com

 

 

O campo magnético interno da Terra inverte-se, em média, a cada 300,000 a 1 milhão de anos. Em termos de tempo geológico, esta inversão é muito súbita e aparentemente ocorre em cerca de 5,000 anos. O tempo entre inversões é muito variável, às vezes menos de 400,000 anos e outras vezes tanto como 35 milhões de anos. Ainda não foram descobertas regularidades ou periodicidades. Um longo intervalo de uma polaridade pode ser seguido por um curto intervalo de polaridade oposta.

O campo magnético da Terra

 

de Wikipedia (www.wikimediafoundation.org)

 

a causa do campo magnético da Terra (o campo magnético superficial) não é conhecida com certezas, mas é possivelmente explicada pela teoria do dínamo. O campo magnético estende-se por vários milhares de quilómetros pelo espaço.

 

O campo é aproximadamente um dipolo magnético, com um pólo perto do pólo geográfico norte e o outro perto do pólo geográfico sul. Uma linha imaginária ligando os pólos magnéticos teria uma inclinação de cerca de 11.3° relativamente ao eixo de rotação do planeta. A localização dos pólos magnéticos não é estática mas vagueia várias milhas por ano. Os dois pólos vagueiam independentemente um do outro e não estão em posições exactamente opostas no globo. Actualmente, o pólo magnético sul está mais afastado do pólo geográfico sul do que o pólo magnético norte está do pólo geográfico sul.

 

A intensidade do campo à superfície da Terra actualmente varia de valores menores que 30 microtesla numa área que inclui a maior parte da África do Sul e América do Sul até valores superiores a 60 microtesla na zona magnética polar do norte do Canadá e Austrália sul, e em parte da Sibéria.

 

O campo é similar ao de uma barra magnética, mas esta similaridade é superficial. O campo magnético de uma barra magnética, ou de qualquer outro tipo de magnete permanente, é criado pelos coordenados movimentos de electrões (partículas negativamente carregadas) no interior dos átomos de ferro. O núcleo da Terra, contudo, é mais quente que 1043 K, a temperatura a que as orientações das órbitas dos electrões no interior do ferro se tornam aleatórias. Esta aleatoriedade tende a causar a perda de campo magnético por parte da substancia. Assim, o campo magnético da Terra é causado não pelos depósitos de ferro magnetizados, mas principalmente por correntes eléctricas (conhecidas como correntes telúricas).

 

Uma outra característica que em termos magnéticos distingue a Terra de uma barra magnética é a sua magnetosfera. A largas distancias do planeta, isto domina o campo magnético superficial. Além disso, os elementos magnetizados no interior do núcleo planetário estão sujeitos a rotação e não são estáticos.

 

Inversões do campo magnético

 

O campo magnético da Terra inverte-se a intervalos de tempo que vão de dezenas de milhara até muitos milhões de anos, com uma média de intervalos de cerca 250,000 anos. Acredita-se que a última inversão ocorreu há cerca de 780,000 anos e é referida como a Inversão Brunhes-Matayama. As inversões de campo do passado são registadas nos domínios magnéticos “congelados” nas lavas solidificadas que se espalharam ao longo do chão dos oceanos; como o chão dos mares se espalha a ritmos razoavelmente constantes, isso resulta em largas bandas de estratificação desses marítimos chãos a partir dos quais é possível interpretar as direcções dos campos magnéticos do passado. Na história da Terra, e pelo menos por uma vez, o campo magnético teve uma direcção constante durante um período de 30 milhões de anos (Cretáceo longo normal).

 

O mecanismo responsável pelas inversões geomagnéticas não é bem compreendido. Alguns cientistas produziram modelos para o núcleo da Terra nos quais o campo magnético é apenas quasi-estável e os pólos podem migrar espontaneamente de uma orientação para outra no decurso de um punhado de milhares de anos. Outros cientistas propõem que o geodínamo primeiro se desliga, ou espontaneamente ou devido a qualquer acção externa como o impacto de um cometa, reiniciando-se de novo com o pólo Norte apontando para cima ou para baixo. Quando o Norte reaparece na direcção oposta, isso é interpretado como uma inversão, ao passo que o desligar seguido de regresso à mesma direcção é chamado de excursão geomagnética.

 

Actualmente, o campo magnético está a ficar cada vez mais fraco a um ritmo que, a continuar, provocará o desaparecimento do campo, embora temporariamente, por volta do ano 4000 AD. Outras fontes colocam o colapso do campo em data tão próxima como 3000 AD. A deterioração começou aproximadamente há 150 anos e tem-se acelerado durante os últimos anos. Até hoje, a intensidade do campo diminuiu de 10 a 15%. Contudo, deverá notar-se que ninguém sabe se o decaimento do campo continuará no futuro. Igualmente, e dado que nenhum humano observou uma inversão do campo magnético, é difícil dizer quais as características do campo magnético que podem levar a tal inversão.

extractos de artigos sobre Inversões Geomagnéticas

 

tradução livre - zeca bamboo (astro stuff / xitizap)

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